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Multimodal na prática: quando combinar rodoviário, ferrovia e cabotagem

Multimodal na prática: quando combinar rodoviário, ferrovia e cabotagem

Multimodal na prática: quando combinar rodoviário, ferrovia e cabotagem
20
de
January
de
2026

A logística multimodal deixou de ser apenas uma alternativa para grandes volumes e passou a ser uma ferramenta estratégica de redução de custos e aumento de previsibilidade. Em um cenário de fretes pressionados, restrições urbanas e busca constante por eficiência, combinar rodoviário, ferrovia e cabotagem pode gerar ganhos relevantes desde que a decisão seja bem estruturada.

Na prática, o multimodal não é a escolha “mais barata” por padrão, nem a mais rápida. Ele exige análise criteriosa de custo total, leadtime, riscos operacionais e perfil da carga. Este artigo apresenta critérios objetivos para decidir quando o multimodal faz sentido, além de exemplos práticos por setor.

 

O que é multimodal (e o que ele não é)

Multimodalidade não significa substituir totalmente o rodoviário.
Na maioria das operações, o rodoviário continua sendo essencial, especialmente no primeiro e no último trecho (first mile e last mile).

Na prática, o multimodal funciona como uma combinação inteligente de modais, onde cada um é utilizado no trecho em que é mais eficiente:

  • Rodoviário: flexibilidade e capilaridade
  • Ferrovia: grandes volumes, longas distâncias e menor custo por tonelada
  • Cabotagem: estabilidade de custo e eficiência em corredores costeiros

O erro comum é avaliar cada modal isoladamente. O acerto está em olhar o fluxo completo da origem ao destino.

 

Critérios de decisão: quando o multimodal faz sentido

Antes de qualquer mudança, o gestor precisa responder a algumas perguntas-chave.

1. Distância e volume

O multimodal tende a gerar ganhos quando há:

  • longas distâncias
  • volumes recorrentes
  • fluxo previsível

Cargas pequenas, esporádicas ou muito fragmentadas raramente compensam a complexidade.

 

2. Perfil da carga

O multimodal funciona melhor para cargas:

  • não urgentes
  • menos sensíveis a variações de lead time
  • com boa estabilidade física
  • embaladas para múltiplos manuseios

Cargas extremamente urgentes ou muito frágeis exigem cautela.

 

3. Lead time aceitável

Multimodal quase sempre implica lead time maior que o rodoviário puro.
A pergunta correta não é “é mais rápido?”, mas sim:

O lead time atende ao SLA do cliente?

Se a resposta for sim, o custo menor pode justificar a escolha.

 

4. Custo total, não apenas o frete

O custo precisa ser avaliado de forma integrada, considerando:

  • frete por modal
  • custos de transbordo
  • armazenagem intermediária
  • seguros
  • risco de avaria
  • capital empatado pelo maior lead time

Em muitos casos, mesmo com transbordos, o custo total ainda é inferior ao rodoviário exclusivo.

 

5. Risco operacional

Quanto mais modais envolvidos, maior a necessidade de:

  • planejamento
  • controle
  • monitoramento

O multimodal exige maturidade operacional para evitar atrasos, perdas de visibilidade ou rupturas no fluxo.

 

Rodoviário + Ferrovia: quando usar

Essa combinação faz sentido quando:

  • há grandes volumes
  • distâncias longas
  • origem e destino próximos a terminais ferroviários

Vantagens

  • custo menor por tonelada
  • menor impacto de combustível
  • previsibilidade em rotas consolidadas

Pontos de atenção

  • menor flexibilidade
  • dependência de janelas ferroviárias
  • necessidade de bom planejamento do first e last mile

 

Rodoviário + Cabotagem: eficiência em corredores costeiros

A cabotagem é especialmente eficiente para fluxos entre regiões distantes do litoral, como Sul–Sudeste–Nordeste.

Vantagens

  • custo mais estável
  • menor exposição à volatilidade do diesel
  • boa capacidade para grandes volumes

Pontos de atenção

  • lead     time maior
  • dependência     de programação portuária
  • necessidade     de controle rigoroso de prazos

 

Multimodal completo: rodoviário + ferrovia + cabotagem

Essa combinação aparece em operações mais maduras eestruturadas, com:

  • volumes altos
  • planejamento de médio e longo prazo
  • forte foco em redução de custo logístico

Aqui, o sucesso depende menos do modal em si e mais da orquestração do fluxo.

 

Casos práticos por setor

Indústria de base e commodities

  • grandes volumes
  • baixa urgência
  • foco em custo por tonelada
        👉 Multimodal é altamente indicado.

Varejo e bens de consumo

  • equilíbrio entre custo e prazo
  • uso comum de cabotagem para abastecimento de CDs
        👉 Multimodal funciona bem para transferências entre centros.

Agronegócio

  • sazonalidade
  • longas distâncias
  • margens sensíveis ao frete
        👉 Ferrovia e cabotagem são estratégicas quando bem planejadas.

Construção pesada

  • cargas volumosas
  • menor sensibilidade a lead time
        👉 Multimodal reduz custo e desgaste do rodoviário.

 

Principais riscos do multimodal  e como mitigá-los

Os riscos mais comuns incluem:

  • falhas de sincronização entre modais
  • perda de visibilidade
  • atrasos em transbordos
  • aumento de avarias
  • comunicação ineficiente entre operadores

A mitigação passa por:

  • planejamento detalhado
  • contratos claros
  • indicadores de desempenho
  • acompanhamento ativo do fluxo
  • parceiros com experiência operacional

 

Como a Emtel apoia decisões multimodais

A Emtel atua no apoio estratégico à logística multimodal, avaliando cada operação de forma integrada. Isso inclui:

  • análise de fluxos e volumes
  • simulação de custos por modal
  • comparação de cenários rodoviário x multimodal
  • avaliação de lead time e riscos
  • definição do mix mais eficiente
  • apoio no planejamento do first e last mile
  • visão orientada a custo total e nível de serviço

O objetivo não é “forçar” o multimodal, mas indicar quando ele realmente gera resultado.

 

Conclusão

Multimodal não é solução universal, é solução estratégica.
Quando bem aplicado, ele reduz custos, aumenta previsibilidade e equilibra capacidade logística. Quando mal planejado, gera complexidade e risco desnecessário.

Para o gestor de logística, o desafio é avaliar dados, entender o perfil da operação e escolher a combinação de modais que entregue menor custo total com o nível de serviço adequado.

 

Quer avaliar se o multimodal faz sentido para sua operação? Fale com a Emtel e solicite uma análise logística integrada.

 

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