Blog

Explore nossos conteúdos do universo de logística, locação e transporte

Blog >  

Plataformas de frete: oportunidades e riscos para o embarcador

Plataformas de frete: oportunidades e riscos para o embarcador

Plataformas de frete: oportunidades e riscos para o embarcador
03
de
February
de
2026

Seleção, integração, precificação e garantia de nível de serviço

Nos últimos anos, as plataformas digitais de frete ganharam espaço no mercado como uma ágil para a contratação de transporte. Para o embarcador, elas representam agilidade, maior oferta de motoristas e potencial redução de custos.

Mas, na prática, o uso dessas plataformas traz oportunidades importantes, ao mesmo tempo em que expõe riscos operacionais, financeiros e de nível de serviço que exigem uma análise criteriosa.

Neste artigo, analisamos de forma objetiva quando as plataformas de frete fazem sentido, quais cuidados o embarcador deve ter e como equilibrar custo, controle e performance.

 

O que são plataformas de frete

Plataformas de frete são soluções digitais que conectam embarcadores a transportadores ou motoristas autônomos, geralmente por meio de aplicativos ou sistemas online.

O modelo se apoia em:

  • Match entre oferta e demanda
  • Precificação dinâmica
  • Contratação sob demanda
  • Baixa burocracia no curto prazo

Na teoria, essas características oferecem agilidade. Na prática, exige gestão cuidadosa.

 

As principais oportunidades para o embarcador

Agilidade na contratação

Plataformas permitem contratação rápida, especialmente em operações pontuais, picos de demanda ou rotas menos frequentes.

Isso reduz o tempo de negociação e aumenta a flexibilidade operacional.

Acesso ampliado à oferta de transporte

Em determinadas regiões ou momentos de escassez de frota, as plataformas ampliam o leque de opções disponíveis, evitando paradas na operação.

Potencial redução de custos no curto prazo

A concorrência entre motoristas e transportadores pode reduzir o valor do frete em operações simples e de baixo risco. No entanto, o embarcador deve considerar o custo total da operação.

Os principais riscos que não podem ser ignorados

Variabilidade de preço

A precificação dinâmica é um dos maiores riscos para o controle financeiro. O valor do frete pode variar conforme demanda, horário, região e disponibilidade.

Isso dificulta:

  • Previsibilidade orçamentária
  • Controle de custo por entrega
  • Planejamento financeiro

Para o CFO, esse é um ponto crítico.

 

Risco no nível de serviço

Nem todas as plataformas garantem:

  • Cumprimento de prazos
  • Padronização operacional
  • Controle de avarias
  • Compromisso com SLAs

Quando o transporte falha, o custo não aparece apenas no frete. Ele surge em devoluções, retrabalho, multas contratuais e perda de confiança do cliente.

 

Baixo controle operacional

Em muitos casos, o embarcador perde visibilidade sobre:

  • Condições do veículo
  • Experiência do motorista
  • Processos de segurança
  • Gestão de riscos da carga

Isso aumenta a exposição, principalmente em cargas de maior valor ou operações críticas.

 

Responsabilidade e compliance

Mesmo utilizando plataformas, o embarcador continua responsável por:

  • Exigências legais
  • Documentação
  • Segurança da carga
  • Impactos ambientais e trabalhistas

Sem governança clara, o risco jurídico e reputacional cresce.

 

Seleção: quando a plataforma faz sentido

Plataformas de frete tendem a funcionar melhor em:

  • Operações pontuais
  • Baixo valor agregado
  • Curta distância
  • Baixa complexidade operacional

Já em operações recorrentes, críticas ou estratégicas, o modelo exige cautela.

 

Integração com a operação

Para reduzir riscos, é fundamental que a plataforma esteja integrada a:

  • Sistemas de gestão de transporte
  • Monitoramento e rastreamento
  • Indicadores de performance
  • Controle de ocorrências

Sem integração, o embarcador perde controle e capacidade de decisão.

 

Precificação: o menor frete nem sempre é o menor custo

O menor frete nem sempre representa o menor custo total.

Ao avaliar plataformas, o embarcador deve considerar:

  • Custo por entrega
  • Taxa de avarias
  • Índice de devoluções
  • Impacto no OTIF
  • Custo de gestão e retrabalho

Somente assim é possível analisar o TCO real da operação.

 

Garantia de nível de serviço

Independentemente do modelo, o transporte precisa cumprir SLAs claros.

Isso inclui:

  • Prazos definidos
  • Regras de segurança
  • Penalidades por não conformidade
  • Indicadores acompanhados continuamente

Sem SLAs bem definidos, o risco deixa de ser operacional e passa a ser financeiro.

 

Plataformas ou parceiros estratégicos

Na prática, muitos embarcadores adotam um modelo híbrido:

  • Plataformas para demandas pontuais
  • Parceiros logísticos estratégicos para operações recorrentes

Essa combinação permite flexibilidade sem abrir mão de controle, previsibilidade e nível de serviço.

Plataformas de frete são ferramentas. Como toda ferramenta, precisam ser usadas no contexto certo.

Para o embarcador orientado a resultados, a decisão não deve ser baseada apenas em preço, mas em:

  • Controle
  • Previsibilidade
  • Segurança
  • Performance operacional
  • Impacto financeiro

O transporte certo é aquele que entrega custo sob controle e serviço consistente.

Fale com nossos especialistas e avalie qual modelo de transporte faz mais sentido para a sua operação, sem comprometer custo,controle e nível de serviço.

Voltar ao blog