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Plataformas de frete: oportunidades e riscos para o embarcador
Plataformas de frete: oportunidades e riscos para o embarcador
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Seleção, integração, precificação e garantia de nível de serviço
Nos últimos anos, as plataformas digitais de frete ganharam espaço no mercado como uma ágil para a contratação de transporte. Para o embarcador, elas representam agilidade, maior oferta de motoristas e potencial redução de custos.
Mas, na prática, o uso dessas plataformas traz oportunidades importantes, ao mesmo tempo em que expõe riscos operacionais, financeiros e de nível de serviço que exigem uma análise criteriosa.
Neste artigo, analisamos de forma objetiva quando as plataformas de frete fazem sentido, quais cuidados o embarcador deve ter e como equilibrar custo, controle e performance.
O que são plataformas de frete
Plataformas de frete são soluções digitais que conectam embarcadores a transportadores ou motoristas autônomos, geralmente por meio de aplicativos ou sistemas online.
O modelo se apoia em:
- Match entre oferta e demanda
- Precificação dinâmica
- Contratação sob demanda
- Baixa burocracia no curto prazo
Na teoria, essas características oferecem agilidade. Na prática, exige gestão cuidadosa.
As principais oportunidades para o embarcador
Agilidade na contratação
Plataformas permitem contratação rápida, especialmente em operações pontuais, picos de demanda ou rotas menos frequentes.
Isso reduz o tempo de negociação e aumenta a flexibilidade operacional.
Acesso ampliado à oferta de transporte
Em determinadas regiões ou momentos de escassez de frota, as plataformas ampliam o leque de opções disponíveis, evitando paradas na operação.
Potencial redução de custos no curto prazo
A concorrência entre motoristas e transportadores pode reduzir o valor do frete em operações simples e de baixo risco. No entanto, o embarcador deve considerar o custo total da operação.
Os principais riscos que não podem ser ignorados
Variabilidade de preço
A precificação dinâmica é um dos maiores riscos para o controle financeiro. O valor do frete pode variar conforme demanda, horário, região e disponibilidade.
Isso dificulta:
- Previsibilidade orçamentária
- Controle de custo por entrega
- Planejamento financeiro
Para o CFO, esse é um ponto crítico.
Risco no nível de serviço
Nem todas as plataformas garantem:
- Cumprimento de prazos
- Padronização operacional
- Controle de avarias
- Compromisso com SLAs
Quando o transporte falha, o custo não aparece apenas no frete. Ele surge em devoluções, retrabalho, multas contratuais e perda de confiança do cliente.
Baixo controle operacional
Em muitos casos, o embarcador perde visibilidade sobre:
- Condições do veículo
- Experiência do motorista
- Processos de segurança
- Gestão de riscos da carga
Isso aumenta a exposição, principalmente em cargas de maior valor ou operações críticas.
Responsabilidade e compliance
Mesmo utilizando plataformas, o embarcador continua responsável por:
- Exigências legais
- Documentação
- Segurança da carga
- Impactos ambientais e trabalhistas
Sem governança clara, o risco jurídico e reputacional cresce.
Seleção: quando a plataforma faz sentido
Plataformas de frete tendem a funcionar melhor em:
- Operações pontuais
- Baixo valor agregado
- Curta distância
- Baixa complexidade operacional
Já em operações recorrentes, críticas ou estratégicas, o modelo exige cautela.
Integração com a operação
Para reduzir riscos, é fundamental que a plataforma esteja integrada a:
- Sistemas de gestão de transporte
- Monitoramento e rastreamento
- Indicadores de performance
- Controle de ocorrências
Sem integração, o embarcador perde controle e capacidade de decisão.
Precificação: o menor frete nem sempre é o menor custo
O menor frete nem sempre representa o menor custo total.
Ao avaliar plataformas, o embarcador deve considerar:
- Custo por entrega
- Taxa de avarias
- Índice de devoluções
- Impacto no OTIF
- Custo de gestão e retrabalho
Somente assim é possível analisar o TCO real da operação.
Garantia de nível de serviço
Independentemente do modelo, o transporte precisa cumprir SLAs claros.
Isso inclui:
- Prazos definidos
- Regras de segurança
- Penalidades por não conformidade
- Indicadores acompanhados continuamente
Sem SLAs bem definidos, o risco deixa de ser operacional e passa a ser financeiro.
Plataformas ou parceiros estratégicos
Na prática, muitos embarcadores adotam um modelo híbrido:
- Plataformas para demandas pontuais
- Parceiros logísticos estratégicos para operações recorrentes
Essa combinação permite flexibilidade sem abrir mão de controle, previsibilidade e nível de serviço.
Plataformas de frete são ferramentas. Como toda ferramenta, precisam ser usadas no contexto certo.
Para o embarcador orientado a resultados, a decisão não deve ser baseada apenas em preço, mas em:
- Controle
- Previsibilidade
- Segurança
- Performance operacional
- Impacto financeiro
O transporte certo é aquele que entrega custo sob controle e serviço consistente.
Fale com nossos especialistas e avalie qual modelo de transporte faz mais sentido para a sua operação, sem comprometer custo,controle e nível de serviço.
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